quinta-feira, 2 de agosto de 2018


Dou por mim parado no tempo, observando atentamente as minhas lembranças e as minhas memórias, leves pensamentos de quem eu no passado fui e de quem no presente sou, dou por mim parado no tempo observando os pequenos fragmentos de mim em forma de efémeras memórias


E o tempo, segue parado, e eu, dou por mim a questionar o porque de certas coisas acontecerem na minha vida, o porquê de certas pessoas aparecerem, o porque de depois desaparecerem, tantos… são tantos os porquês que me assolam a alma, são tantos os porquês que descontroladamente controlam e percorrem meu corpo, que quando dou por mim… o tempo já andou, já passou, seguiu o destino que ao tempo estava destinado, o tempo transformou o presente em passado e eu… eu aqui continuo,parado no tempo, a vê-lo por mim passar e a questionar-me sobre os porquês…


Porque tens tu tão belos olhos? Que com sua sóbria beleza fazem que o meu olhar não se atreva a desviar do teu…
Porque me fazes sorrir? Sorrir mesmo quando até estou com vontade de chorar, perto de ti só me apetece sorrir…
Porque tens tu esse magnetismo? Como se fosses um íman que constantemente e continuamente me puxa para ti… que atrai meu corpo para perto do teu, que me faz querer abraçar-te e não mais te largar?

Porque?

Porque?

São tantos os porquês…

Só que o tempo passa a voar agora, como se de um bando de pássaros se tratasse, pássaros que migram para longe, muito longe,  para onde brilha o sol… o tempo passa, e eu… aqui continuo, parado, sem querer acompanhar o tempo… mas timidamente esboço um grandioso sorriso, penso em ti, meu espírito sossega, os porquês desvanecem, diminuem e desaparecem… Deixo de tantas perguntas me perguntar, não faz sentido perder o pouco tempo que o tempo me dá a questionar, devo apenas agradecer e aproveitar os belos momentos que contigo estou, devo apenas aproveitar o suave toque do teu abraço, o embalo do teu doce olhar, aproveitar os sentimentos e os desejos que em minhas veias estão a fervilhar…


Não mais interessam os porquês… 

Interessa apenas que és real, e não fruto de minha tumultuosa, fértil e intensa imaginação…

Interessa apenas olhar-te nos olhos…

Sorrir…

Fazer-te feliz…

Porque?

Porque adoro ver-te sorrir

Porque quando és feliz… eu também o sou…

Mas...
Agora...
Já não mais interessam os porquês!!

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