Espelho
Na escuridão da noite,
Ouço
atentamente o silencio que no meu quarto se alastra,
Sinto uma brisa gelada passar pela janela
fechada,
Sinto-me estremecer sem razão nenhuma…
mas com todas as razoes do mundo.
Deitado na cama penso em ti,
Na doçura do teu profundo olhar,
na alegria do teu fechado sorriso,
na lucidez da tua desconfiada confiança em mim,
nos teus sentimentos escondidos que tão timidamente me ias mostrando,
penso naquele doce abraço que um dia demos,
aquele abraço que contigo em silencio gritva "protege-me para sempre",
na alegria do teu fechado sorriso,
na lucidez da tua desconfiada confiança em mim,
nos teus sentimentos escondidos que tão timidamente me ias mostrando,
penso naquele doce abraço que um dia demos,
aquele abraço que contigo em silencio gritva "protege-me para sempre",
que gritva "toma conta de mim",
Aquele abraço que nos deixava envolver no momento,
Aquele abraço que nos deixava envolver no momento,
que embalava o nosso inquieto pensamento,
que fazia parar o tempo,
que iluminava a mais negra escuridão,
aquele abraço…
…que um dia nós demos…
Na escuridão da noite imagino o teu beijo,
No toque dos teus lábios nos meus,
Sinto tua boca encostada a minha,
A pedir por mais,
A dizer não pares…
...mas
...de repente,
sinto um novo estremecer,
acordo,
olho para o lado e ali tu não estas,
estou só na escuridão do meu
quarto,
No meu pensamento estava tu…
…No meu coração apenas um gelada brisa,
apenas escuridão, refletida do meu frio e
escuro quarto...